EssênciaEvoluir é um processo natural, e esperado naqueles que podemos chamar de “inteligentes”. Mas esse “evoluir” muitas vezes é confundido com o “mudar”. E mudar faz com que nossa essência fique de fora. E deixar a essência morrer é no mínimo demonstrar enorme fraqueza. Nossa essência é o que nos mantém de pé. É algo que não deve ser deixado de lado, aconteça o que for em nossa vida. Perder a essência é perder a si. É tomar outra forma, ficar distante do que queremos ser, do que aprendemos por uma vida inteira. Existem ajustes que podem ser feitos em nossa essência, claro. Mas perdê-la? Não é um bom caminho. Dane-se o tamanho da porrada que a vida deu. Nossa essência é inabalável. Não é ela quem cai no chão, ou chora, se deprime etc. Não é. Talvez ela tenha alguma culpa, mas ainda assim não é motivo para deixá-la de lado. Para passar por uma decepção, basta estar vivo. E pra superar isso, basta estar mais vivo ainda. E seguir firme com a própria essência. Essa opção de mudar a essência, pelo o que já vi ao meu redor, parece sempre estar ligada à uma entrega demasiada, seja com o que for, ou com quem for. Só que isso em nada tem a ver com a nossa essência. A entrega está ligada aos sentimentos, a essência não. Deixar a essência de lado é simplesmente esquecer de algo importante: o que vivemos hoje não será o mesmo daqui a, sei lá, dez anos. Será outro tempo. Outra maturidade. E se não chegarmos até lá firmes em nossa essência, simplesmente vamos nos perder ou ver que não valeu a pena. Perder a evolução pessoal por conta de porradas da vida ou das entregas demasiadas que tivemos no passado, ainda mais quando nesse momento nos faltou experiência, é o pior que podemos fazer contra nossa própria vida. 17 nov 2011 | Permalink
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