“La mala leche para los ‘umbiguist@s’”
August 13, 2010Ego, maldito ego. Todos temos, certo, é “pedra angular” da nossa existência, como já ouvi uma vez, mas em alguns casos a coisa passa dos limites. O professor José Hermógenes diz que a doença deste mundo é a “egoesclerose”:
“O egoísta ri quando seus apegos e desejos são satisfeitos e, na mesma medida, se deixa abater com o que não gosta. Atrás de tudo há um ego querendo poder, prazer e status. O resultado é uma desgraceira geral. Só podemos vencer essa doença por meio da ‘humildação’. Quando nos humildamos, reduzimos o ego e ficamos mais pertinhos uns dos outros.” (em entrevista à revista Vida Simples)
Um bom discurso de quem discorda dessas palavras, é dizer que “na prática, isso não tão simples”. Mas é claro! Tomar um rumo desses na vida é simplesmente andar “contra a maré” da maior parte dos 7 bilhões de pessoas que somos neste planeta. Quando Hermógenes diz “pertinhos uns dos outros”, veja, ele fala em compartilharmos nossas paixões, nossa felicidade, nossa independência. Não é uma questão de proximidade exatamente, e sim em dividir com os outros o “nosso mundo” de maneira positiva.
O que acontece, na maioria dos casos, é algo inverso. Em vez da independência, ocorre uma completa dependência pelas coisas, pelas pessoas, enfim… E para essas fontes não se esgotarem, é preciso demonstrar esse poder e status às pessoas, que na maioria das vezes de longe são espelho da realidade. E onde isso tomou força como nunca antes? Ora, na internet!
Daí vem minha amiga Manu Rangel, que faz ótimas reflexões sobre o “umbiguismo”, com a tirada do século:
“Já percebeu que o “@” tem o formato do nosso umbigo?” (palestra no #cafe22, link no final)
Quem acompanha o Twitter, por exemplo, certamente já presenciou algum tipo de briga, discussão ou coisa do tipo por lá. Já me envolvi em uma dessas situações, simplesmente por colocar minha opinião discordando dos métodos recheados de egoesclerose de um desses “gurus” de mídias sociais, que usa estudantes e profissionais da área como escada para se promover. Quis argumentar com a pessoa sobre minha opinião, mas o egoesclerosado não tem esse verbete no dicionário: acabou que fui ameaçado, falou-se indiretamente que eu seria agredido fisicamente, putz, patético. A pessoa tenta mostrar “força”, mas é extremamente fraca, sua felicidade é não ser contrariado, é ser o “guru”, a “referência”, o “pioneiro”, o “maior de todos”. No fundo, tudo isso é para esconder suas fragilidades, apegos e medos diante do mundo.
“A vida não tem o menor compromisso em não nos contrariar”, também diz Hermógenes. Essa frase já justifica o mal de ser um egoesclerosado. Não vale a pena ser um. E esses egoesclerosados, os que precisam da audiência, os que se metem nas ondas do compartilhamento (oh, linda web 2.0), mas na verdade estão ali para tirar seu próprio proveito, sempre vão sucumbir àqueles que têm medida quanto aos seus egos. Aos que têm independência suficiente para questionar e transgredir o que a sociedade quer nos impor.
Depois desse caso que contei acima, mudei bastante minha postura em redes sociais. Onde tenho um perfil, tenho o único propósito em compartilhar aquilo que gosto e que considero que possa ser positivo aos meus amigos mais próximos e colegas seguidores. Não que isso seja um exemplo ou um modelo. Mas desta forma, certamente não vou me aborrecer com nada.
Seria legal, vez ou outra, discutir ideias a fundo, colocar opiniões contrárias a um fato, mas nunca se sabe com que tipo de gente doente estamos lidando. Falo até daqueles que idolatram as pessoas na internet, e em especial caem no conto desses egoesclerosados. E você sabe: enquanto tem plateia no circo, o palhaço faz o show. Essas questões de ego sem medida, do “umbiguismo” e das carências na internet são terríveis, permite a convergência às mídias de massa (último link no final do post). Tem gente que não tem contato com as pessoas da própria casa, mas desesperadamente tentam se aproximar dessas web celebrities a qualquer custo. Ou não têm a menor noção de quem realmente são como “ser humano” e se portam como um “ser virtual” acima do bem e do mal. Ih, até rimou. =)
Aliás, isso é sério! Estou aqui em casa escrevendo e umas crianças estão no play cantando aquela música velhaca do Trem da Alegria: “Eu tenho a força, sou invencível…”. É o hino dos egoesclerosados! Abaixo, a imagem que me fez escrever o post, compartilhada pela Manu e os links que falei por aqui. Abraços.
Aqui, a matéria da Vida Simples completa com o professor José Hermógenes;
Tem também a palestra da Manu no #cafe22 e outro texto dela sobre o “umbiguismo”;
“WTF is ‘Trem da Alegria’ e que música é essa?”: aqui. Só aviso que a única parte que tem a ver com o “umbiguismo” é a que citei. O resto, esquece; e
Jeff Paiva, profissional de comunicação com trabalho reconhecido em redes sociais, esteve recentemente no “Manhã Maior”, da Rede TV, comentando um episódio que aconteceu no próprio programa, onde um infeliz quis se promover às custas de uma participação ao vivo no programa. Veja o post (com vídeo).
O livro e a leitura: Novos caminhos – Parte 1
August 10, 2010Tenho acompanhado bastante os movimentos que falam das questões sobre o futuro do livro. Por três motivos: O primeiro, claro, por ser um bibliófilo louco compulsivo =), o segundo por ter enorme curiosidade em ver como será essa convergência até ser estabelecido de vez um novo modelo, como será realmente essa questão do compartilhamento, de direitos autorais etc. Terceiro, tenho um projeto de construção de um livro, a partir de discussões em um site, como uma rede social. Vou falar desse projeto na segunda parte deste post.
Só um parêntese: Interessante também tratarmos isso como o “futuro do livro”. Há uns bons anos eu não ouvia mais falar em “futuro” de nada. As coisas têm acontecido tão rapidamente, indo e vindo de forma tão veloz – líquida até, diria Zygmunt Bautman – que esquecemos de falar do futuro. Algo como “já chegamos ao futuro”, coisa assim. E com o o livro essa discussão de futuro reaparece.
Escrevo estes dois posts sobre o tema como um convite a você para participar deste movimento. Os primeiros sinais de se propor um novo caminho já levam em conta ouvir dos leitores o que eles consideram um bom modelo. E, em termos de marketing, trazer o cliente (consumidor, enfim) a participar do processo de é a grande tendência para os próximos anos, como Kotler sugere em seu “Marketing 3.0”, lançado recentemente.
Quero deixar aqui dois exemplos de novos caminhos para o livro e também da própria leitura, o que é fantástico! São os projetos “Leitura Social” e do livro “We Think”.
Leitura Social
Este é um projeto do The Institute for the Future of the Book (Instituto para o Futuro do Livro), que pensa cada livro como uma rede social em potencial. Afinal, um livro pode ser discutido e alimentado continuamente. Bob Stein, presidente do instituto, dá alguns exemplos, levando em conta o livro já em formato digital:
“O autor lançará um tópico e comandará os leitores num empenho para ampliar o conhecimento, já que cada um fará anotações e iniciará suas próprias discussões. Alguns autores vão querer fazer um texto completo e colocá-lo em debate. Outros colocarão rascunhos que serão trabalhados pelos leitores”
Esse modelo pode dar tão certo, que Stein chega a sugerir que alguns livros digitais deveriam ser “assinados”. Você não compraria mais uma obra, e sim assinaria por ela. São questões ainda bastante transgressoras, mas válidas. Certamente não dá pra aplicar a tudo, mas o importante mesmo é entender qual a melhor solução para cada livro. E também “reinventar tudo o que faz o livro funcionar”, como diz Stein, falando obviamente do processo logístico que envolve desde a produção até a venda de um livro atualmente.
We Think
Este é um livro que fala sobre promover a inovação e a criatividade de forma livre, o compartilhamento de ideias, tudo tirando proveito do que a chamada “web 2.0” proporciona atualmente. E o mais interessante: Charles Leadbeater, o autor, construiu o livro de forma colaborativa, através da participação dos visitantes do site, a partir de um draft. Veja abaixo um vídeo sobre o livro:
Em breve, publico a segunda parte deste post, falando mais sobre a questão do livro digital e trabalhos sociais envolvendo a leitura, bem interessantes e praticados “offline”, mas que utilizam a internet como apoio na divulgação.
Abaixo, alguns links sobre o que abordei neste post. Aproveite para deixar seu comentário depois ou outras indicações de conteúdo dentro do tema que falei aqui. Abraços.
Sobre o “futuro do livro”, dois posts da cobertura que minha amiga Camila Leporace fez na Flip para o Livreiro, uma super rede social para quem curte livros (e recomendo sua visita): Este, abordando a questão do livro de papel e o digital; e este, com um ótimo debate que contou com a presença do CEO da Penguin Books. Aproveitando, já que foi ela também quem me apresentou ao projeto Leitura Social, tem aqui uma entrevista com o Bob Stein e aqui o site do instituto dele;
Algumas dicas de leitura: o Marketing 3.0, que citei acima; além de três específicos sobre livros: Não Contem com o Fim do Livro, A Questão dos Livros e O Negócio dos Livros; e
Tem também o We Think, claro, que conheci através dos meus amigos do Nós da Comunicação. O site do livro é este (os três primeiros capítulos estão disponíveis para download gratuito) e o do autor Charles Leadbeater, com muito conteúdo legal, é este.
Amor: O compartilhar incondicional
August 6, 2010As palavras são de Osho:
“O amor normalmente não significa o que se entende pela palavra. (…) Amar é compartilhar. Compartilhe o seu amor, compartilhe tudo o que você tiver, compartilhe e tenha prazer em compartilhar. Não ame como se fosse uma obrigação, pois assim toda a alegria vai embora. E nunca sinta que você está obrigando o outro a dar algo em troca, nem mesmo por um único instante. O amor nunca pede nada em troca. Pelo contrário, quando alguém recebe seu amor, você se sente grato.
O amor é o maior experimento na vida, e aqueles que vivem sem experimentar a energia do amor nunca saberão o que é a vida. Eles permanecerão apenas na superfície, sem penetrarem em sua profundidade.
Meu ensinamento é orientado pelo amor. Posso muito facilmente deixar de lado a palavra Deus, não tem problema, mas não posso deixar de lado a palavra amor. Se eu tiver de escolher entre as palavras “amor” e “Deus”, escolherei o amor; esquecerei tudo sobre Deus, pois aqueles que conhecem o amor fatalmente conhecerão Deus. Mas o inverso não acontece. Aqueles que pensam e filosofam sobre Deus podem nunca conhecer o amor, e também nunca conhecerão Deus”.
Tempo: O ouro dos tempos atuais
June 1, 2010O título deste post veio por conta do termo “banco de horas”, usado nas corporações. Por acaso, o tempo cada vez mais tem virado uma espécie de riqueza mesmo. O prazer e conforto interior em termos tempo é o mesmo, ou muito parecido, em estarmos tranquilos com nossa conta bancária. Impressionante. Tempo vale ouro. É um ativo precioso.
Nossa rotina atual é culpada por isso. Estamos mergulhados em emails e outros vários fatores que comprometem nossa produtividade. Se estamos conversando num chat um assunto importante e alguém chega em nossa mesa de trabalho, simplesmente acham que estamos disponíveis; que é possível dar atenção a duas, três, quatro coisas ao mesmo tempo.
Reuniões sem foco também são inimigas do relógio. Quem é consultor, prestador de serviço ou coisa do tipo, é mais prejudicado ainda. Você perde aquele tempo mais o seu deslocamento de ida e volta. Também não pense que as ferramentas só ajudam. Como falei anteriormente, nossa vida é uma piscina de emails a ler. Sem saber usar a ferramenta, ela pode atrapalhar ainda mais nossa relação com o tempo. O mesmo para o telefone, as redes sociais etc.
Por outro lado, temos culpa nisso também. Vivemos hoje uma profunda ansiedade pela informação. Algo que perdeu a medida completamente. Assinamos feeds a esmo, favoritamos as coisas sabendo que nunca mais vamos acessar aquilo, acumulamos coisas “a fazer” de forma praticamente compulsiva. Praticamente, porque a compulsão de fato é coisa muito séria e prejudica de verdade a vida daquele que é afetado por ela.
Enfim, temos um problema. Como resolver? Vamos olhar de duas formas. A pessoal e a profissional. Como em nossa vida podemos fazer pequenas mudanças que farão a diferença? Como as empresas podem colaborar com os seus funcionários para essas mudanças que levem a uma maior produtividade e melhor uso do tempo?
O lado pessoal
Sabe o famoso “quem não quer resolver o problema, sempre arruma uma desculpa”? É por aí. E essa desculpa é invariavelmente a falta de tempo. As histórias mais radicais de mudança envolvendo tempo se deram quando algo muito sério aconteceu com a pessoa, em especial envolvendo problemas de saúde. Não é preciso esperar uma coisa dessas acontecer, certo? E se quiser aceitar umas boas dicas, lá vai:
É preciso listar quanto tempo gasta-se em média com cada atividade, em detalhes, o que foi feito em cada uma delas, e neste mapa analisar onde estão as falhas. Aparecerão várias, obviamente;
Defina tempo para atividades específicas. Das mais prioritárias às menos importantes;
Passe a ser sucinto (não confunda com falta de educação) em interrupções, infelizmente inevitáveis nos dias de hoje, pois tudo acontece ao mesmo tempo;
Seja claro com suas prioridades. Não dá pra ter duas prioridades, dois focos. Foco é um só;
Delegue tarefas e acompanhe. Não é tirar o peso das costas, é compartilhar sua responsabilidade com outras pessoas;
Produtividade não é rapidez. As coisas podem demorar sim, uma reunião pode demorar horas e horas, se tratar de tudo o que se propôs e todas as questões foram alinhadas, não importa o tempo. Importa que a solução apareceu; e
Tempo é mais que dinheiro. Tempo é saúde. Pense no seu corpo, na sua alimentação, no que você anda fazendo por você e a atenção que tem dado aos seus familiares e amigos. Pense em tudo. Não perca tempo com bobagem, à toa ou deixe-o passar.
O lado da empresa
Um tema polêmico, que tenho procurado forças para poder escrever sem me meter em polêmicas, é sobre a proibição do uso de alguns sites dentro das empresas, em especial envolvendo redes sociais e emails pessoais. O grande motivo é o comprometimento da produtividade dos funcionários. Ainda que eu tenha ressalvas quanto a isso, é em parte uma verdade. As empresas deveriam implantar uma cultura de produtividade nas empresas, algo muito maior do que vem se falando, sobre as tais “políticas de uso de redes sociais”, ou coisa do tipo.
O que seria esta cultura?
Implantação de uma intranet ou um portal corporativo estruturado e completo, que evite ligações internas atrapalhando o serviço dos colegas de trabalho em busca de informações;
Criação de grupos de foco ou comitês de comunicação para analisar quais são as maiores dificuldades na comunicação das áreas e entre as áreas (fluidez na comunicação é responsável direta por melhorias no tempo e na produtividade do funcionário); e
Criação de campanhas orientando a produção de emails e da própria comunicação verbal mais organizada, direta, sucinta. Desculpe, mas tem gente que não sabe falar, não sabe pedir o que quer. Isso atrapalha, gera retrabalho, toma nosso tempo.
Pensei em uma coisa: O trunfo do Twitter é a limitação. São os 140 caracteres. Você até pode colocar links, ampliar aquele espaço, mas ainda assim está limitado a ser persuasivo. O famoso AIDA (atenção, interesse, desejo e ação), tão importante na boa comunicação, está mais vivo do que nunca.
Implantei certa vez em uma campanha de marketing interno o conceito “Não me Faça Perder Tempo”. O conceito vinha do livro “Não me Faça Pensar”, escrito para boas práticas de usabilidade na internet. É mais ou menos isso: criar uma cultura de comunicação sucinta e prática. Deu certo. Bem melhor do que elaborar políticas que no fim teriam como destino o fundo de uma gaveta.
Tempo é coisa séria. “Tempo é vida”, como escreveu o conferencista e escritor Paulo Araújo, no especial publicado pela Você S/A sobre o assunto (nas bancas, capa amarelam sem link na web ainda), bastante interessante e completo. Recomendo. Também indico o post do meu amigo Fábio Carvalho, sobre essa loucura diária com emails e o uso do tempo de forma inteligente. Um abraço.
Endomarketing x Marketing Interno
June 8, 2009Pra começar, o motivo de não ter colocado o post em meu site institucional: Vai levantar uma polêmica desnecessária. Dou opiniões lá sim, mas sobre processos de comunicação, não sobre nomenclaturas. Bom, checando os replies de minha conta de twitter @endomarketing*, dou de cara com um reply do Nino Carvalho, nome de referência em marketing digital:
@endomarketing Leo, “endomarketing” nao existe… O termo foi criado por um oportunista (Bekin) q traduziu malandramente do livro Gronroos
Concordo. Foi exatamente isto. Mas sabe o que acontece? Endomarketing é o nome de referência na área. Eu não gosto do Saul Bekin, os dois livros dele são de uma enrolação grotesca, fora o show de contradições. E acho mesmo que exista oportunismo no fato dele ter registrado o nome Endomarketing, ainda mais com status de “criador do conceito” (bem lembrada a tradução “livre” do capítulo 10 do livro de Christian Gronroos – Marketing: Gerenciamento e Serviços). Mas falando em bom português, as pessoas cagam pro fato de Bekin ter “criado”, selado, registrado, carimbado, avaliado e rotulado o nome no Brasil. Usam livremente. E eu fazia o mesmo ao me referir a processos de marketing para público interno, mas a twittada do Nino me encorajou. Dane-se que por aqui falam muito sobre Endomarketing, se o certo é Marketing Interno. O próprio Nino disse isso logo em seguida:
Alias, “endomarketing” é prova viva d q consumimos qq idiotice na busca por respostas mágicas para o sucesso fácil. O certo é Mktg Interno
Ratifico: meu uso da palavra Endomarketing era apenas por ser um termo bastante utilizado (no Brasil apenas, já falo disso em seguida). Não compactuo com muito do que Bekin fala. Os livros estão aqui na biblioteca, claro. Foi preciso conhecer o trabalho do Bekin um dia, se trabalho com isso há tanto tempo. Não dá pra virar as costas. Mas daí a concordar, é outra história. Nem vou fazer observações do que discordo, pois é um tema muito específico, pode ficar para outra oportunidade. Mas posso concordar com o Nino que, sim, consome-se muita idiotice em busca de resultados que nunca aparecem. Escrevi recentemente sobre isso, em meu antigo blog “Prezados Colaboradores”, quando O Globo teve a infelicidade de fazer uma matéria colocando a área de comunicação interna responsável por motivar funcionários. Ainda que fosse qualquer outra área, ok? Motivação não é coisa que se transmite. Mas vamos voltar ao assunto.
Como já disse, usava a palavra Endomarketing por considerá-la referência. Só que eu estava enganado: não havia percebido que a palavra Endomarketing apresenta 161 mil resultados no Google, enquanto Marketing Interno chega próximo de meio milhão de resultados (atenção à data deste post, ok?). Mais um motivo para fazer esta mudança. Nino complementou no Twitter comparando os resultados por idioma:
Resultados d “endomarketing” no Google: Port (161K), Esp (3,2K), Ing (2,3K). Se vc acredita em endomarketing nao fale isso alto fora daqui
Acreditar em Endomarketing, nem o Bekin acredita, Nino. O segundo livro, então, é uma contradição atrás da outra (os dois livros possuem o formato de entrevista com o próprio autor. Acho curioso ele não ter criado um livro conceituando de forma mais acadêmica o termo que ele diz ter criado). Se você pega a literatura da Analisa Brum, para dar um exemplo, ela utiliza o mesmo termo. Mas não dentro da teoria de Saul Bekin (apesar da referência bibliográfica, inevitável), com essas bobagens infinitas sobre reengenharia etc. Apenas usa o termo como sinônimo de marketing interno. Este é o único ponto onde acho que Nino foi um pouco radical. Falar em Endomarketing não é exatamente concordar com Saul Bekin. Mas a provocação foi acolhida com muito respeito, e desde já vou comecar a usar o termo marketing interno.
Resta agradecer ao Nino pelos comentários e lembrar a quem estiver lendo este post que é desta forma que devemos entender críticas a um trabalho nosso. Respeitar, independente de quem fez a crítica (eu, no caso, tive sorte), pensar nisso e devolver isso ao nosso próprio trabalho como melhoria. Abraços.
*Alterei a conta @endomarketing para @comunicacaoetc, com links sobre comunicação, marketing e branding. fica o convite para sua visita.
